As projeções indicam que 30% da frota nacional será elétrica até 2030. O que isso significa para investidores e proprietários de infraestrutura de recarga no Brasil?
O cenário atual
O Brasil terminou 2025 com cerca de 320.000 veículos elétricos em circulação — um crescimento de 94% em relação ao ano anterior. As montadoras têm anunciado compromissos agressivos: BYD, Volkswagen e GM planejam lançar ao menos 15 novos modelos elétricos no mercado brasileiro até 2027.
Infraestrutura: o gargalo e a oportunidade
Para suportar 1 milhão de EVs, especialistas estimam que o Brasil precisará de ao menos 350.000 pontos de recarga públicos e semipúblicos — contra os atuais 38.000. Esse gap representa uma janela de oportunidade raramente vista em novos mercados: quem instalar infraestrutura hoje capturará os melhores locais antes da saturação.
Shoppings, supermercados, hotéis e condomínios residenciais disputam hoje os melhores parceiros de rede. A vantagem competitiva de ter uma estação instalada em 2026 será significativamente maior do que em 2028, quando a concorrência por espaço físico premium será muito mais acirrada.
O papel das redes abertas
O modelo de redes abertas e interoperáveis — como a Charge Share — deve dominar o mercado brasileiro, diferente do modelo de redes fechadas que predomina nos EUA. Isso significa que proprietários de carregadores não ficam presos a um único operador, mantendo flexibilidade para migrar de plataforma conforme o mercado evolui.